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Fazenda Floresta faz nova exportação para Botsuana e mira Moçambique

Terça, 06/10/2026
A Fazenda Floresta, associada da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, realizou mais uma exportação de bovinos para Botsuana, na África. Neste segundo envio, realizado nos dias 25 e 28 de setembro, a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas/SP, foram embarcados 400 animais. Outros 200 exemplares já tinham sido exportados em julho. “Os animais estão aclimatando bem. Do primeiro lote, 70 já pariram. Para que pudessem caber mais animais nos aviões, metade das fêmeas foram exportadas prenhas e a outra metade vazias, que passarão por transferência de embrião em Botsuana”, explica a criadora Roberta Bertin, que está em Botsuana acompanhando os trabalhos junto com o marido Rogério Barros e participa de uma feira local.

Os animais partiram da sede da Fazenda Floresta, em Lins/SP, com destino a Lobatse, no sudeste de Botsuana. As negociações foram realizadas com a Botswana Development Corporation (BDC), empresa estatal do país que tem como objetivo aumentar a produção de leite local a partir da genética Girolando. Atualmente, o país africano produz somente 10% do leite que consome.

A cooperação entre Brasil e Botsuana vai além do fornecimento de animais e material genético. O objetivo é compartilhar conhecimentos e tecnologias que contribuam para a estruturação de programas de melhoramento genético e para o aumento da produtividade leiteira. Entre as possibilidades em avaliação está a instalação de um laboratório de fertilização in vitro (FIV) no país.

Os criadores brasileiros também estiveram com o presidente de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, durante evento em Botsuana. “Aproveitamos esse momento para falar sobre a genética bovina brasileira e sobre o trabalho que estamos desenvolvendo na África, levando a nossa experiência e tecnologia para transformar a pecuária leiteira do continente. A conversa foi tão positiva que o presidente nos convidou para uma reunião no dia 10 de outubro, em Moçambique. Será mais um importante passo para a genética e a pecuária leiteira brasileira atravessarem fronteiras”, conclui Roberta Bertin Barros.
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